quinta-feira, 16 de junho de 2011

P-56, a plataforma


 Foto: Steferson Faria

*Publicado no site Brasil Econômico em 14/06/11

A Petrobras realizou, no último dia 3 de junho, no Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a solenidade de batismo da plataforma 56, a P-56.

O ato contou com as presenças da presidente Dilma Rousseff, do governador Sérgio Cabral, dos ministros de Minas e Energia Edison Lobão; do Planejamento Miriam Belchior; do então ministro das Relações Institucionais Luiz Sérgio e da então ministra da Pesca Ideli Salvatti (que trocaram de postos); de parlamentares, autoridades municipais, lideranças sindicais, além do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, diretores, técnicos e funcionários da empresa.

Instalada no Campo de Marlim Sul, localizado na Bacia de Campos, e com capacidade diária de processar 100 mil barris de petróleo e de comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás natural, a P-56 é a primeira unidade de produção da Petrobras totalmente construída no Brasil, o que é mais um motivo de orgulho para todos os brasileiros e brasileiras.

Na manhã daquele dia, fomos transportados, de helicóptero, de São Paulo a Angra dos Reis. Ao chegarmos lá, encontramos o estaleiro em festa, onde o presidente Sérgio Gabrielli, os quadros dirigentes da empresa e milhares de trabalhadores aguardavam ansiosos a chegada da presidente da República.

Era contagiante o clima de alegria e o orgulho que manifestava cada uma daquelas pessoas, celebrando mais um grande feito da sua empresa. Eles dizem pertencer a uma mesma família, a família Petrobras.

Cada engenheiro ou diretor; cada funcionário ou operário; todos se animavam a dar informações sobre a plataforma. Mais até do que o presidente da empresa, certamente por não serem mais novidade para ele feitos extraordinários como aquele ou para deixar a seus auxiliares a satisfação de dar aquelas explicações.

Com a chegada da presidente e sua comitiva, recebidos com muito entusiasmo, fomos levados para conhecer a plataforma. Ficamos realmente impactados diante daquela gigantesca estrutura de ferro e aço, com 125 metros de comprimento, 110 de largura e 137 metros de altura.

Foi no topo daquela torre monumental, na sala de controle de operações da plataforma, que a presidente Dilma descerrou a placa de inauguração da P-56, da qual tive a honra e o privilégio de ser madrinha.

A partir de agosto, a P-56 passará a explorar e a produzir petróleo e gás natural nas profundezas do oceano, gerando riqueza, desenvolvimento e soberania para o país. Da inteligência e do trabalho competente e dedicado de homens e mulheres resulta o sucesso da Petrobras, a gigante da indústria do petróleo, patrimônio e orgulho do povo brasileiro.

E pensar que ela esteve ameaçada pela sanha privatizante de governos, no passado! Ainda bem que os governos Lula e Dilma a preservaram e expandiram, colocando-a no patamar de maior empresa do Brasil e 8ª do mundo em valor de mercado.

O eco da campanha popular "O petróleo é nosso", deflagrada em 1946, e que levou à fundação da Petrobras em 1953, chega até os dias de hoje e se faz ouvir pelos que, no seu dia-a-dia, constroem essa fantástica empresa.

A P-56 é mais do que uma plataforma; é a expressão de ousadia e capacidade de superação de desafios; demonstração de que o Brasil se afirma, soberanamente, diante do mundo como uma grande nação.

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